terça-feira, setembro 26, 2006

Falando Nisso...Votar pra que???

Funk da Pizza

A História do voto no Brasil

A história do voto no Brasil começou 32 anos após Cabral ter desembarcado no País. Foi no dia 23 de janeiro de 1532 que os moradores da primeira vila fundada na colônia portuguesa - São Vicente, em São Paulo - foram às urnas para eleger o Conselho Municipal.

A votação foi indireta: o povo elegeu seis representantes, que, em seguida, escolheram os oficiais do Conselho. Já naquela época, era proibida a presença de autoridades do Reino nos locais de votação, para evitar que os eleitores fossem intimidados. As eleições eram orientadas por uma legislação de Portugal - o Livro das Ordenações, elaborado em 1603.

Somente em 1821 as pessoas deixaram de votar apenas em âmbito municipal. Na falta de uma lei eleitoral nacional, foram observados os dispositivos da Constituição Espanhola para eleger 72 representantes junto à corte portuguesa. Os eleitores eram os homens livres e, diferentemente de outras épocas da história do Brasil, os analfabetos também podiam votar. Os partidos políticos não existiam e o voto não era secreto.

Década de 30: surgem os votos secreto e feminino

A década de 30 iniciou-se com o País em clima revolucionário. A queda da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, contaminou o mundo, provocando a suspensão dos créditos internacionais no Brasil. O principal produto de exportação, o café, perdeu seu maior mercado consumidor, o norte-americano, levando o setor a uma crise sem precedentes.

Em meio à insatisfação que tomou conta da população, Getúlio Vargas protagonizou o golpe que tirou o presidente Washington Luís do governo. Apesar da crise, havia esperanças de que a cidadania seria ampliada e de que haveria eleições livres e diretas. A presença feminina, cada vez mais marcante, chegou às urnas. Em 1932, foi instituída uma nova legislação eleitoral e as mulheres conquistaram o direito ao voto.

A professora Ana Maria Amarante, juíza do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, analisa essa difícil conquista: "A mulher conquistou o direito ao voto, mas pouco pode exercê-lo durante um período bastante longo. Só com a redemocratização de 1945 é que se abririam os horizontes para o pleno exercício do sufrágio feminino", afirma.

O voto direto para presidente e vice-presidente apareceu pela primeira vez na Constituição Republicana de 1891. Prudente de Morais foi o primeiro a ser eleito dessa forma. Foi após esse período que instalou-se a chamada política do café-com-leite, em que o Governo era ocupado alternadamente por representantes de São Paulo e Minas Gerais.

O período da República Velha, que vai do final do Império até a Revolução de 1930, foi marcado por eleições ilegítimas. As fraudes e o voto de cabresto eram muito comuns, com os detentores do poder econômico e político manipulando os resultados das urnas. Em uma eleição desse período, ocorrida no Rio de Janeiro, tantos eleitores votaram duas vezes que foi preciso empossar dois governadores e duas Assembléias Legislativas.

Para o cientista político Jairo Nicolau, autor de um livro sobre a história do voto, a República representou um retrocesso em relação ao Império, em razão da prática do voto de cabresto. "As eleições deixaram de ter relevância para a população, eram simplesmente uma forma de legitimar as elites políticas estaduais.

Elas passaram a ser fraudadas descaradamente, de uma maneira muito mais intensa do que no Império. Dessa época vêm as famosas eleições a bico de pena: um dia antes da eleição, o presidente da Mesa preenchia a ata dizendo quantas pessoas a tinham assinado, fraudando a assinatura das pessoas que compareciam", narra.


Fim do Regime Militar

Em 1985, o primeiro presidente civil após o Golpe de 64 foi eleito: Tancredo Neves. Apesar de indireta, sua escolha entusiasmou a maioria dos brasileiros, marcando o fim do Regime Militar e o início da redemocratização do País.

Com a morte de Tancredo, logo após sua eleição, a presidência foi ocupada pelo vice, José Sarney, que, ironicamente, era um dos principais líderes da Arena, partido que apoiava o Regime Militar.

Apesar disso, o período conhecido como Nova República trouxe avanços importantes: ainda em 1985, uma emenda constitucional restabeleceu eleições diretas para a presidência e para as prefeituras das cidades consideradas como área de segurança nacional pelo Regime Militar. A emenda também concedeu direito de voto aos maiores de 16 anos e, pela primeira vez na história republicana, os analfabetos também passaram a votar, um dos grandes avanços das eleições


Nova Cosntituição

Promulgada em 1988, a nova Constituição estabelece eleições diretas com dois turnos para a presidência, os governos estaduais e as prefeituras com mais de 200 mil eleitores e prevê ainda mandato de cinco anos para presidente. Também mantém o voto facultativo aos analfabetos e aos jovens a partir dos 16 anos.

O texto trouxe ainda avanços como a garantia dos direitos humanos contra a arbitrariedade do Estado, a proibição da tortura, o fim da censura, a igualdade de direitos entre homens e mulheres. A nova Carta também transformou o racismo em crime. A Constituição de 88 acabou transformando-se em um dos símbolos da expectativa dos brasileiros por dias melhores.


Eleições Diretas

Após 29 anos com eleições presidenciais indiretas, somente em 1989 o brasileiro voltou a escolher pelo voto direto o presidente da República. O País consolidava de vez a democracia. A eleição foi a mais concorrida da história da República, com 24 candidatos, entre eles, Ulysses Guimarães, Paulo Maluf, Mário Covas, Fernando Collor de Mello e Luís Inácio Lula da Silva. O período foi marcado por grandes comícios, e o horário eleitoral, segundo os historiadores, foi o mais importante na formação de opinião dos eleitores.

Collor venceu o segundo turno das eleições com mais de 35 milhões de votos. Seu Governo foi marcado pelo confisco do saldo das cadernetas de poupança, das contas-correntes e demais investimentos. Além do descontentamento da população, o Governo foi abalado por uma série de escândalos e denúncias de corrupção envolvendo o próprio presidente, que provocaram a abertura de um processo de impeachment, em 1992.



Arnaldo Jabor - Abaixo Nós

CARIOCAS NÃO VOTE NELLES

Máfia dos Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ), Almir Moura (PFL-RJ), Carlos Nader (PL-RJ), Carlos Rodrigues (Bispo Rodrigues) (PL/RJ) (ex-deputado), Candinho Mattos (PSDB/RJ) (ex-deputado), Cornélio Ribeiro (PL/RJ) (ex-deputado), Doutor Heleno (PSC/RJ), Elaine Costa (PTB-RJ), Fernando Gonçalves (PTB-RJ), Itamar Serpa (PSDB-RJ) Crime Contra o Consumidor, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias), João Mendes de Jesus (PSB-RJ), José Divino (PRB-RJ), Júlio Lopes (PP-RJ) Falsidade Ideológica, Laura Carneiro (PFL-RJ) - - Improbidade Administrativa e Sanguessugas, Marcelo Crivela * Senador (PRB-RJ) Crime Contra o Sistema Financeiro e Falsidade Ideológica, Nelson Bornier (PMDB-RJ) - Improbidade Administrativa, Paulo Baltazar (PSB-RJ)Paulo Feijó (PSDB-RJ) - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)Reinaldo Betão (PL-RJ), Reinaldo Gripp (PL-RJ), Vieira Reis (PRB-RJ) - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)


Melo Pocotó das eleições

Editorial - Contra o Voto Nulo sabe por que?

Votando nulo você desiste de seus direitos e deveres como cidadão. Depois você vai querer reclamar do que? Se você teve uma oportunidade e simplismente não quis mudar a atual situação do nosso pais.

Provavelmente você deve esta falando... E QUEM ME GARANTE QUE O MEU CANDIDATO NÃO VAI ROUBAR??? Ninguém... Porém... Aos poucos a influência de cada voto estará dando um novo rumo em nossa cidade e no nosso pais.

Pense no futuro das próximas gerações... O que vamos deixar de herança para nossos filhos e netos? Será que iremos desejar que elas continue, essa luta e elimine cada politico desonesto para que estes percebam que no nosso pais não tem mas vez ou seria interessante ter um povo desiludido e sem esperança de mudanças???

Rogério Moraes


Denúncia do Mensalão do Governo Lula

Depoimento da Srª. Maria Christina Mendes Caldeira, ex-esposa do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na CPI do Mensalão

Atenção: Antes de votar para deputado visite: TRANSPARÊNCIA BRASIL

Fonte: A História do Voto Por Poliani Castello Branco/ PR - Site Camera.gov.br

segunda-feira, setembro 18, 2006

Os Chineses no Rio - A História da Vista Chinesa







Vista Chinesa por Claudio Lara

A Origem
O mirante construído em homenagem aos imigrantes chineses encanta os visitantes não só pelo estilo oriental, mas também pela vista maravilhosa que se tem de lá.
 
A combinação que poucas cidades do mundo têm, no Mirante, está aos nossos pés: mar, montanha e mata. É uma imagem deslumbrante a 380 metros de altitude. E o ponto de observação também não poderia ter mais charme. 
 
Volta e meia citada em episódios de violência na região da Floresta da Tijuca, a Vista Chinesa, contudo, não perde o encanto. E olha que desde 1906 o local já é um importante ponto turístico do Rio - quando os cariocas enfrentavam a subida em grupo - era quase uma viagem. A estrutura de ferro e concreto nos remete ao velho oriente, simulando bambu. E tem até uns dragões. 


A Vista Chinesa e Os Chineses no Rio
 A história da Vista Chinesa se confunde com a chegada de imigrantes ao Rio e também com a história de outro importante ponto da cidade: o Jardim Botânico. Isso porque e por influência do próprio Rei de Portugal, Don João VI, o Jardim Botânico deveria ser uma espécie de laboratório. A idéia era trazer plantas e sementes do exterior para ver se elas vingariam aqui. E se a plantação em questão era chá, era preciso uma mão de obra especializada de chineses.
 
Primeira Leva:
o Chá no Rio de Janeiro Inicialmente, foram cem os chineses que vieram da colônia portuguesa de Macau, importados em 1812 pelo Conde de Linhares, a mando de D. João VI, com o objetivo de testar a receptividade do solo brasileiro para o cultivo do chá.

Os imigrantes, que teoricamente foram escolhidos por terem bastante experiência no assunto, estabeleceram-se, primeiramente, nas encostas da mata onde estão os fundos do jardim Botânico. Ali chegaram a plantar seis mil pés de chá, erva que dava três safras por ano.


Após serem colhidas, as folhas eram colocadas em fornos de barro, onde eram postas a secar, sendo depois enroladas. Era um sonho do Príncipe Regente repetir no Brasil o comércio exitoso entre Macau e a Europa, do qual, com a venda do chá, Portugal auferia considerável rendimento.


No princípio, houve certa euforia com o futuro da erva no Rio de Janeiro. Loccock nos conta que, logo após a chegada da Família Real, planejava-se suprir todo o mercado europeu com a produção carioca.Também Ebel nos dá seu relato, datado em 1824, quando afirma ter visto nas encostas do Jardim Botânico, "vastas plantações de chá chinês, agora em floração".


Visual do Rio da Vista Chinesa por Claudio Lara

Em 1817, Spix e von Martius declararam ter o chá carioca aroma excelente, embora seu sabor não fosse dos melhores. Esse desagradável paladar parece ter sido a razão que acabou obrigando o Governo português a desistir de tentar produzir comercialmente o chá em terras brasileiras.

Outros autores, entretanto, afirmam que o insucesso deveu-se à falta de preparo, indolência e alto custo da mão de obra representada pelos chineses, que teriam sido mal-escolhidos em sua terra natal, não tendo vindo para cá um grupo de experientes agricultores, mas, como escreveu o historiador Oliveira Lima, "a ralé de Cantão". 


Mais realista, entretanto, parece ser a explicação de Maria Graham, citada por Bastos Cezar: "o Imperador compreendeu ser mais vantajoso vender café (um produto sem concorrentes) e comprar chá do que obtê-lo com tais despesas (já que o chá era produzido a baixíssimo custo na Chinba e Índia) e não continuou a plantação". Os chineses foram transferidos para a Fazenda Real de Santa Cruz onde fizeram outra tentativa, também falida.
   
Foto:Vista Chinesa - Cartão Postal - 1911 Col E. Belchior  

Segunda Leva: do arroz às estradas. Anos mais tarde, em 1844, outra leva de chineses foi trazida ao Rio. Desta vez com o intuito de plantar arroz. 
 
Mas, assim como o sucedido com o chá, os orientais não foram capazes de fazer vingar em terras cariocas o cereal. A solução foi empregá-los para abrir o caminho que mais tarde se transformaria na Estrada Dona Castorina.

 
Nessa obra, teriam feito seu acampamnento onde hoje está localizada a Vista Chinesa, dando origem desta maneira ao primeiro nome de batismo do lugar: Rancho dos Chins, que depois evoluíria para a designação atual de Vista Chinesa.

 
A construção de inspiração oriental que em nossos dias decora o mirante não é contudo contemporânea do surto do chá, tendo sido construída somente no início do século XX pela administração Pereira Passos.

 
Em 1905, para homenagear esses imigrantes, foi construída uma primeira estrutura. De concreto e telhado de bambu, acabou não resistindo ao tempo. Em 1906, aí sim, foi erguida a construção que até hoje está no Alto da Boa Vista. E marcou, para sempre, a contribuição dos chineses ao Rio.


ESPORTE RADICAL NA VISTA CHINESA


1º CAMPEONATO MUNDIAL - RIO DOWNHILL 2006

O Skate Downhill na Vista Chinesa - Mesa do Imperador É simplesmente a "Meca" do longboard no Rio de Janeiro. São realizados constantemente encontros e campeonatos no local. O trecho, de aproximadamente 1 km, tem o asfalto liso e íngrime, fazendo a alegria dos praticantes. Alguns também gostam de descer para o outro lado da Mesa do Imperador, em direção à Tijuca. Cuidado com carros no final de semana, já que o local é bastante procurado por turistas . 

No domingo, o Sol que marcou presença na cidade Maravilhosa durante toda a semana não decepcionou e compareceu na Vista Chinesa, encharcando de suor os competidores, dentro de seus macacões de couro, e o publico, instalado ao longo da pista para acompanhar tudo de perto, principalmente no espaço em frente ao famoso cartão postal que marcava a curva mais difícil do evento. Dali, o locutor oficial ia anunciando os resultados das baterias, que foram super disputadas. O inicio da competição foi marcado por uma grande oração, independente de credo ou religião, para pedir a proteção aos atletas.

No skate Stand Up, a principal categoria do evento, eram 61 inscritos. As baterias eram de 4 em 4 competidores, e os dois primeiros se classificavam para a fase seguinte. A disputa começava na Mesa do Imperador, onde os atletas "pedalavam" seus skates para pegar o Maximo de velocidade e dali desciam, disputando cada centímetro da pista, curva a curva, ate a chegada, localizada aproximadamente 300 metros depois da curva de 180 graus da Vista Chinesa. 

A velocidade dos skates era impressionante para fotógrafos, cinegrafistas e o publico presente. Poucas vezes se tem a oportunidade de colocar para baixo desta maneira no circuito da Vista Chinesa, principalmente por causa dos carros que trafegam no pico todos os dias. Vale lembrar que para que o evento acontecesse com segurança, a CET RIO colaborou fechando o transito, de sexta a domingo. Somando este fato aos fardos de feno posicionados para proteção dos atletas, o que se viu foi um espetáculo de velocidade, ultrapassagens e quedas.

Foto: Red Label - Desfile da Sommer - Fashion Rio 2006


África e safári inspiram o verão 2007 de Sommer
Sob o comando da estilista Thaís Losso, que estréia na criação da grife Sommer, convidados e fashionistas foram levados de jipe ao Alto Boa Vista para conhecer a Sommer Land, cenário montado no Horto Florestal do Rio de Janeiro.

A primeira parada foi num jardim ambientado com um sofá e uma estátua de cavalo branco. Os modelos desfilavam de forma descontraída e acenavam aos passageiros dos jipes.
Na segunda parada, o ponto turístico Vista Chinesa foi o cenário para o término do desfile da Sommer Land, que teve até mesmo seu próprio “rei”.

Este desfile fez parte do Fashion Rio 2006 que contou com outros locais curiosos para um desfile de moda como os Arcos da Lapa.

Fontes: globo.com/rjtv / - triboaventura.com - estilosamiracampos.com.br
Trilhas do Rio, Pedro de Cunha e Meneses, 1996

quinta-feira, agosto 24, 2006

O Segundo Camelô mais Famoso do Brasil


Fotos: Site Banca so David

O inicio e a Superação

Ele é simplório, não completou se quer o ensino fundamental e tropeça nas palavras, mas sabe vender seu peixe como ninguém. Sorridente e carismático, o camelô David Mendonça Portes, de 49 anos, transformou sua banca de guloseimas, no Centro do Rio de Janeiro, no mais bem-sucedido ponto da economia informal brasileira.

Antes de se tornar camelô Davi Mendonça Portes, trabalhou na colheita de cana de açúcar em Campos (RJ), Algum tempo depois se mudou para capital do Rio de Janeiro, em busca de um sonho! Seu primeiro emprego de carteira assinada foi na Gravadora Polygram como motorista.

Desempregado, foi despejado do barraco na rocinha onde morava com sua esposa, Maria de Fátima, sendo obrigado a perambular pelo Rio até decidir morar pelas ruas do Bairro do Méier (Zona Norte do RJ),

A trajetória de David pela economia informal começou por obra do acaso, há 14 anos. Desempregado, faminto e sem teto, precisava de R$ 12,00 para comprar um remédio para a mulher grávida de oito meses do único filho do casal, Thiago.

Tomou o dinheiro emprestado de um conhecido e, a caminho da farmácia, ousou arriscar: converteu o dinheiro em bolachas e balas e ganhou as ruas. No fim do dia, havia dobrado o capital, comprado o remédio, um lanche e uma nova leva de doces para vender.

Há 19 anos a banquinha de doces é montada todos os dias, no mesmo lugar: a calçada na Avenida Presidente Wilson. Para David o lugar é especial. Debaixo da marquise, ele e a mulher grávida passaram várias noites de inverno, sem ter outro lugar para dormir. Uma história dramática que teve uma virada, no dia em que David decidiu ser um camelô.

Em um ano formou sua banca de doces com mais de 240 itens. Hoje, sua presença é cada vez mais rara na barraca, mas nem por isso pensa em se afastar de vez do negócio. “Quem dá as costas aos clientes está fadado a desaparecer”, ensina.

"Comecei a sortear prêmios. Criei o call center. É a única barraca que faz delivery. As pessoas ligam nesses prédios aí e a gente tem dois rapazes para fazer entrega. Depois criei a loja virtual, que é uma grande sacada. As pessoas olham o site vêem o que querem depois ligam pro call center e a gente faz o delivery!".





O Segredo do Sucesso

Eu não sabia que tinha o dom de encantar e de fidelizar os meus clientes. Então, comecei como ambulante há exatamente 18 anos, com apenas R$ 12,00. Foi com esse dinheiro que eu comecei minha trajetória de sucesso!

Hoje sou considerado um dos melhores palestrantes e consultores de marketing e vendas do Brasil. Chego a fazer 15 palestras por mês e já fui citado pelo Philip Kotler, nos EUA. Também já concedi inúmeras entrevistas na mídia nacional e internacional.

As pessoas hoje me chamam de o 2° camelô mais famoso do Brasil. Só perco para o meu ídolo Silvio Santos!

O segredo da Banca do David é sempre estar se destacando dos concorrentes. “Tive que inventar muitas coisas. O sucesso de um produto ou da própria empresa está em saber lidar com o público. O cliente é mesmo um Rei e não tem conversa. É preciso ter transparência, então não mostre aquilo que não pode oferecer! Os clientes gostam sempre de boas novidades, por isso devemos surpreendê-los a toda hora!”·

Quando o assunto é marketing, David Portes está sempre em evidência em revistas, jornais e programas de televisão. Ele já foi capa por mais de uma vez dos jornais Extra, Jornal do Brasil, O Globo, O Estado de S. Paulo, Gazeta Mercantil, O Dia, Gazeta do Povo. Foi capa também de Revistas de prestigio como Exame, Época, Isto É, Isto É Dinheiro, Veja, Meio & Mensagem, revista Tudo (citado entre os 10 melhores palestrantes do Brasil).

David também foi pauta de colunistas famosos, como Ricardo Boechat, Tutty Vasquez, Márcia Peltier, Joaquim Ferreira dos Santos. Foi Entrevistado em programas no Brasil e no Mundo, entre eles Bom Dia Mulher, Brasil Urgente, Charme, CNN Espanhol, De Frente com Gabi, Domingo Espetacular, É Show, Fantástico, Hebe, Jornal da Globo, Nicolas Dayon, O Aprendiz 3, Programa do Jô, Reportagem/Livro, Sabadaço, Sbt Brasil, Super pop, Tudo a Ver, entre outros.




O Maior Palestrante do Mundo

Hoje o faturamento é de R$ 600 a R$ 700 por dia. Tamanho êxito comercial alçou o camelô à condição de guru do marketing — e dos mais requisitados. Ele viaja de norte a sul do país para dar 15 palestras, em média por mês, ele cobrar R$ 10.500 por cada palestra. "Já cheguei a fazer 22 palestras num mês". Uma média de 100 palestras por ano.

Sua agenda está lotada de eventos até o fim do ano. A platéia costuma ser seleta, composta de empresários, economistas e executivos pós-graduados em cursos de MBA (Master in Business Administration).

Com sua sabedoria popular, David encanta o público. Foi assim na primeira palestra, há cerca de quatro anos, no Instituto de Marketing Industrial, em São Paulo. Na platéia, a nata do empresariado nacional. No palco, ao avistar Antônio Ermírio de Moraes, David tratou logo de fazer seu marketing pessoal: rasgou elogios e pediu uma salva de palmas ao presidente do grupo Votorantim. No dia seguinte, o empresário enviou-lhe uma placa de prata cumprimentando-o pela criatividade e capacidade empreendedora.

"A minha história não é diferente das demais, de repente me vi sem emprego, sem dinheiro para comer, para pagar o aluguel e com minha esposa grávida. Fui à luta! Hoje a minha banca é a mais visitada do Centro do Rio de Janeiro, tenho mais de 5 mil clientes cadastrados na banca e mais de 12 mil clientes cadastrados em meu site. As pessoas me chamam de o 2º camelô mais famoso do Brasil, só perdendo para o meu ídolo Silvio Santos".

A partir daí, ele não parou mais de inventar. Criou, entre outras modas, o marketing cai-cai (se qualquer mercadoria cai no chão a até 2 metros da banca, o cliente leva outra de graça), o genérico do David (toda vez que pede por um produto que está em falta, o consumidor ganha 50% de desconto na compra de um similar e leva de graça qualquer mercadoria caso a original não esteja disponível no dia seguinte) e a promoção feliz aniversário (os 5 mil clientes cadastrados têm direito a escolher uma gulodice de presente).

'Isso é marketing de relacionamento, neguinho fica encantado', comenta o camelô. 'As empresas brasileiras vivem alegando que se relacionar com o cliente custa caro. O David é a prova cabal de que isso não é verdade', afirma José Carlos Moreira, presidente do Instituto de Marketing Industrial de São Paulo.

David também faz 'marketing de incentivo': dobra a diária dos três funcionários quando se ausenta para palestrar. 'Eles chegam a rezar para eu fazer mais palestras', afirma, entre risos. São estratégias como essas que vêm garantindo seu êxito.

'Um camelô aparecendo em casos de marketing estudados nas universidades é das coisas mais significativas que aconteceram no ramo nos últimos anos', resume o publicitário Fábio Marinho, diretor da Oficina de Propaganda e Marketing, a agência que criou a logomarca da banca. 'O grande mérito do David é que chegou a diversas teorias baseado na intuição', acrescenta Cecília Mattoso, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) do Rio.




David começou a realizar palestras no ano de 2002 por todo Brasil, e de lá para cá vem colecionando prêmios de reconhecimento pela qualidade de sua palestra entre eles, o Prêmio Top de Qualidade em 2005, Em 2006 com o Prêmio Internacional - THE BIZZ AWARDS 2006 – Categoria Palestrante do Ano, no MANHATTAN CENTER – NEW YORK / EUA. Este prêmio é considerado o Oscar dos empresários. E o Prêmio TOP OF BUSINESS NACIONAL 2006.

David Portes já fez mais de 600 palestras para inúmeras empresas, que aprovaram o talento e o sucesso dele como palestrante. Autodidata, jamais freqüentou um cursinho ou uma faculdade. Aliás, só estudou até a 7ª série. Mas suas estratégias são tão eficazes que, já há algum tempo, é requisitado por empresas e universidades para dar palestras sobre o assunto.

Em palestra intitulada “Uma Lição de Vida & Marketing”, David explica como criar diferenciais para fugir do igual. Também ensina como conquistar e manter clientes com boa publicidade e usar bem o chamado marketing boca-a-boca.

A palestra tem duração de 1h30 e tem dinâmicas em grupo, em que ele sorteia valiosos prêmios como, por exemplo, relógios de ouro, canetas de luxo, TVs, DVDs e muito doce.

hoje podemos dizer que o Sr David conquistou o seu espaço no meio empresarial, sendo considerado pelas empresas como “Guru” do Marketing. Sua palestra Uma Lição de Vida & Marketing, está no topo da lista das mais solicitadas do Brasil.

Avesso a falar de renda, David possuía em 2002, além da banca na Avenida Presidente Wilson, uma casa e um depósito em Nilópolis, na Baixada Fluminense, um sítio e um automóvel Golf 2.0, ano 2002.




O pensamento vivo de David Lições do marketing intuitivo

'Não se deve vender o que o cliente não quer porque é o mesmo que botar uma gota de veneno num balde d’água: contamina todo o resto"

''É bom não esquecer que é dando que se recebe. Por isso eu dou prêmios e brindes. Todo cliente adora concorrer a alguma coisa"

''Sempre é bom manter o alto-astral e sorrir para o cliente. O sorriso abre portas e carteiras também"

''Você tem de estar sempre criando, sempre fazendo um agradinho para seduzir as pessoas e enxugar o bolso delas"

''Tem de usar o marketing para descontrair as pessoas, porque assim elas ficam vulneráveis no bolso e liberam mais a grana'

Fontes: Isto é Dinheiro, Veja, Site Rede Record, Site Banca do David