segunda-feira, maio 07, 2007

FLAMENGO É CAMPEÃO CARIOCA 2007


Foto: Jogadores do Flamengo comemoram o título estadual

FLAMENGO CONQUISTA 29º TITULO NA RAÇA

Foi uma final de deixar qualquer torcedor com os nervos à flor da pele. Depois de um empate em 2 a 2 no tempo regulamentar - com os quatro gols no segundo tempo - o Flamengo bateu o Botafogo por 4 a 2 nos pênaltis e se sagrou campeão estadual.

O goleiro Bruno pegou as cobranças de Lucio Flavio e Juninho e fez a diferença. Renato, Roni, Juan e Leo Moura bateram bem e marcaram para o Fla (assista à disputa de penalidades no vídeo ao lado).

Dois detalhes curiosos marcaram a decisão deste domingo no Maracanã: esta foi a primeira vez que a final do Campeonato Carioca acabou nos pênaltis, e o time rubro-negro conquistou o título sem vencer um clássico sequer.

"Graças ao Bruno, o melhor goleiro do Brasil, somos campeões" disse Roni na comemoração, ainda no gramado.

O 29º título do Campeonato Carioca traz um pouco de alívio ao clube rubro-negro, após uma semana tensa em função da derrota por 3 a 0 para o Defensor, no Uruguai, pelas oitavas-de-final da Libertadores. Agora, com a auto-estima recuperada, o time volta a campo contra os uruguaios na quarta-feira, precisando vencer por quatro gols de diferença para se classificar.


Foto: Corrente na disputa de pênaltis no Maracanã

Primeiro tempo sem emoção

O Flamengo teve a sua melhor e única chance na etapa incial antes do primeiro minuto. Renato escorou de cabeça a bola levantada por Renato Augusto no escanteio e levou perigo à meta alvinegra.Só que o Botafogo não demorou a tomar as rédeas da partida. Mais organizado no meio-campo, o time tocava bem a bola e praticamente não permitia que o Rubro-negro se aproximasse da área. Mas o domínio territorial não se convertia em chances muito claras de gol.

Aos 14, Irineu cometeu sua terceira falta em Dodô e foi advertido com o cartão amarelo. Na cobrança, Luciano Almeida chutou forte e assustou o goleiro Bruno. O Flamengo tinha dificuldades para sair da defesa para o ataque e apelava para os chutões. O Botafogo valorizava a posse de bola e tentava envolver a defesa rubro-negra. Aos 24, a melhor chance da primeira etapa: Zé Roberto recebeu de Dodô pela esquerda e chutou para boa defesa de Bruno. Daí até o apito final, as duas equipes praticamente não chegaram ao ataque. As emoções estavam reservadas para o segundo tempo.


Foto: Bruno brilha nos pênaltis e leva o Flamengo ao título

Três gols em 15 minutos

No intervalo, o técnico Cuca decidiu não descer com os jogadores para o vestiário. O time alvinegro descansou e ouviu as instruções do seu treinador no banco de reservas mesmo. No Flamengo, Ney Franco optou pela entrada do contestado Claiton no lugar de Jaílton, que já tinha cartão amarelo.

E foi depois de uma bola recuperada pelo volante, no lado direito da defesa rubro-negra, que o Flamengo abriu o placar. Juan recebeu do outro lado do campo, ganhou de Joílson, levantou a cabeça e cruzou na medida para Souza botar para dentro: 1 a 0, aos sete minutos.

Ironicamente, o Botafogo empatou a partida após uma falta desnecessária de Claiton em Jorge Henrique no lado direito do ataque alvinegro. Lucio Flavio levantou na área, Irineu não alcançou, e Juninho cabeceou no canto esquerdo de Bruno: 1 a 1.

O Fla teve a chance de desempatar logo em seguida, mas Roni errou o lançamento, com a defesa adversária completamente exposta. O castigo foi imediato.

Num contra-ataque muito bem armado, Jorge Henrique deu lindo passe para Dodô, que encobriu Bruno, com categoria.

O Flamengo sentiu a virada, e o Botafogo passou a mandar no jogo. Dodô e Joílson tiveram ótimas chances de fazer o terceiro, mas desperdiçaram. E quando o Rubro-negro parecia entregue, Renato Augusto arriscou de longe e fez o que não conseguia há tempo: acertou o ângulo e empatou o duelo.


Foto: Torcida do Flamengo comemora vitória


Assista os Videos a seguir

Melhores Momentos

Pênaltis



FLAMENGO 2 (4) X (2) 2 BOTAFOGO

Flamengo: Bruno , Leo Moura, Ronaldo Angelim, Irineu, Juan, Paulinho, Jaílton, (Claiton), Renato, Renato Augusto, Roni, Souza, T: Ney Franco

Botafogo: Max, Joílson, Alex, Juninho, Luciano Almeida, Leandro Guerreiro, Túlio, Lucio Flavio, Zé Roberto (André Lima), Jorge Henrique, Dodô, T: Cuca

Gols: Souza, aos 7; Juninho, aos 11, Dodô, aos 15, Renato Augusto, aos 27 minutos do segundo tempo

Cartões amarelos: Irineu, Jaílton, Ronaldo Angelim (FLA); Túlio, Luciano Almeida, Dodô (BOT)

Cartão vermelho:
Dodô (BOT)

Árbitro: Djalma Beltrami

Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues e Dibert Pedrosa Moises

Data: 06/05/2007

Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Público:
63.614

Renda: R$ 1.677.630,00

Reprodução na Integra do texto: Site Globo.com/globoesporte
Videos: Globo.com - Fotos: Uol

Red Bull Air Race fascina 1 milhão de pessoas na Enseada de Botafogo


Foto: Divulgação - Vôo de reconhecimento

1ª Edição do Red Bull Air Race conquista o Rio

A segunda etapa do Air Race, série mundial de corrida de aviões, no Rio de Janeiro, atraiu uma multidão à Praia de Botafogo e ao Aterro do Flamengo (Zona Sul do Rio) no feriado dedicado a Tiradentes. Segundo estimativa oficial da Polícia Militar do Rio, 1 milhão de pessoas assistiram ao evento.Um helicóptero apresentou o circuito de duas voltas ao público.

As acrobacias e a velocidade das aeronaves --que ultrapassam os 350 km/h-- foram vistas em quatro telões espalhados pela enseada. Pessoas assistiram ao evento na praia, dentro do mar e das janelas dos prédios.

A manobra que mais empolgou a platéia foi a "meia-cubana", um looping em que o avião chega ao ponto mais alto no trajeto e, em seguida, giro em torno do próprio eixo.

Ocorreram problemas em relação ao trânsito já que o grande fluxo de pessoas superou as expectativas, as ruas próximas à enseada de Botafogo acabaram bloqueadas pelo excesso de carros, o que gerou um nó no tráfego, com reflexos na Barra da Tijuca (Zona Oeste do Rio), Ponte Rio-Niterói e em parte da Zona Norte da cidade.

Um grande movimento de pessoas foi registrado também no metrô do Rio, muito acima do normal para um feriado. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal de esportes da tv a cabo SporTV para todo o Brasil.



Foto: Divulgação - Apresentação do Espanhol Alejandro Maclean

O inglês Paul Bonhomme foi o grande campeão da etapa carioca da Air Race. Ele venceu o espanhol Alejandro Maclean na final com o tempo de 1m32s45, contra 1m36s53 do rival.

Foi um fim de semana perfeito para o piloto, que voou sempre mais rápido que os adversários em todas as fases da competição, desde a prova de classificação, passando pela eliminatória que definiu os oito finalistas, até os enfrentamentos piloto contra piloto.

Na primeira semifinal, Bonhomme fez o ótimo tempo de 1m31s30 e eliminou o americano Mike Mangold que marcou 1m36s54. A segunda vaga para a final foi disputada entre os surpreendentes Alejandro Maclean e o austríaco Hannes Arch - em sua segunda corrida na categoria - que eliminaram os favoritos Peter Besenyei e Kirby Chambliss.

O espanhol levou a melhor com uma diferença de menos de meio segundo - 1m41s28 contra 1m41s63.Bonhomme foi o primeiro a subir aos céus e passou pelo circuito com extrema velocidade.

O piloto mais uma vez manteve seu tempo na casa de um minuto e meio. Mesmo conseguindo sua melhor marca na final, o espanhol não conseguiu superar o inglês, que dominou totalmente a etapa carioca.A disputa pelo terceiro lugar, Mike Mangold superou Hannes Arch com boa diferença.

O norte-americano cravou 1m34s75, e que o austríaco completou o circuito em 1m41s14 Com a vitória no Rio de Janeiro, Bonhomme assumiu a liderança da temporada, com 10 pontos ganhos. Mangold continua na segunda posição na tabela, com nove.


Foto: Divulgação - Público de 1 Milhão prestigia evento inédito na América Latina

Confira o resultado final da etapa do Rio :

1) Paul Bonhomme
2) Alejandro Maclean
3) Mike Mangold
4) Hannes Arch
5) Peter Besenyei
6) Kirby Chambliss
7) Nigel Lamb

Fontes: Folha on Line, Terra, Uol, globo.com e Site redbullairrace.com


RED BULL AIR RACE - VEJA COMO FOI O EVENTO


Red Bull Air Race Rio - Praia de Botafogo - 21/04/2007

Filmado no Mirante do Pasmado desde às 9:30h. Campeão: o britânico Paul Bonhomme, que completou o circuito de 1,4 km em apenas 1 minuto, 32 segundos e 45 décimos. Bonhomme fez a final com o espanhol Alejando Maclean, que perdeu com o tempo de 1 minuto, 36 segundos e 53 décimos.

Depois da bateria final, alguns pilotos da competição aproveitavam a liberação do espaço aéreo sobre a baía de Guanabara para fazerem seus últimos espetáculos acrobáticos no Brasil. O RedBull Air Race Rio reuniu 13 pilotos, que disputaram quem percorria os 1,4 km do circuito em menos tempo.

Vídeo e Texto - You Tube: por Bruno Waddington


* Texto publicado originalmente em 22/04/2007 no extinto Rio que Amo 2 assim como nos 7 primeiros comentários encontrado neste Haloscan

Pedra do Sal - Pequena África no Rio


Pintura: Pedra do Sal em 1608 - Centro RJ Pertence: Acervo Espaço Cultural Pedra do Sol

A História da Pedra do Sal

A Pedra do Sal é um monumento histórico da cidade do Rio de Janeiro. Dali, os moradores da Saúde saudavam os navios que chegavam da Bahia com familiares e amigos. A Pedra do Sal era, para migrantes, o que é hoje o Cristo Redentor para os recém-chegados ao Rio: O primeiro abraço e o primeiro sentimento da cidade.

Ocorre que os moradores da Saúde, e seus migrantes eram predominantes negros baianos – retornados da guerra contra o Paraguai (1865/70), uns; em busca de melhores condições de vida, outros. A Saúde, debruçada sobre o Porto, era uma pequena Bahia (como a Bahia, por sua vez, era uma pequena África).

Lá se encontraram as celebres tias, cabeças de famílias extensas – Bibiana, Marcelina, Ciata, Bahiana... Pretas forras. Foi nas suas “pensões” que o batuque e o jongo se transformaram em partido alto e, logo, no amplo espaço da Praça XI, no samba que conhecemos.

Os pretos da Saúde, e suas tias, participaram dos principais eventos da cidade: Abolição (1888), Revolta da Armada (1891/93), as greves de 1903/05, a Revolta Contra a Chibata (1910), e outros. Participação amplamente documentada, embora subestimada pela historiografia conservadora.

Já não existe a Praça XI. Nada sobrou das “pensões” onde nasceu o samba. Boa parte da Saúde (e da Gamboa, da Conceição, Providência e do Estácio, que a prolongavam) se descaracterizou. Ficou como raro testemunho da cidade negra, a Pedra do Sal.



Foto: Pedra do Sal - Internet

A importância Cultural da Pedra do Sal

A Pedra do Sal é um monumento religioso do povo carioca. Na virada do século, a Saúde, como o velho centro do Rio, enxameava de templos afro-brasileiros; ialorixás, cambonos e alufás em cada quarteirão. Os templos católicos foram tombados e preservados. Nenhum afro-brasileiro o foi.

Na Pedra do Sal se faziam despachos e oferendas (a Obaluaie, Xangô, Ogum, Exu, Iansã e outros Orixás), se despejavam trabalhos. Era e é, local consagrado. À sua volta, convergindo nela, ficavam diversas “roças”, hoje desaparecidas, reduzidas ou transferidas para o subúrbio e Grande Rio.

Remanescendo como espaço ritual, a Pedra do Sal é um dos poucos testemunhos físicos daquele passado de densa religiosidade carioca. Também é um lugar místico para a cultura negra e para os amantes do samba e do choro.

A Pedra do Sal pode ser considerada como o núcleo simbólico da chamada "Pequena África" de que falamos acima. A região em torno da Pedra do Sal era repleta de zungus, casas coletivas ocupadas por negros escravos e forros.



Foto: Pedra do Sal - Claudio salgueiro


Foto: Pedra do Sal - Prefeitura do RJ

Berço do Samba Carioca

O ponto de encontro do ritmo carioca era um ambiente recheado de inspirações vivas de grupos de samba e ranchos de carnaval. O Samba nasceu efetivamente dos terreiros da cercania do porto sob contribuições decisivas das músicas que eram cantadas e, sobretudo, das reuniões ali promovidas.

Tendo a cidade sido durante muito tempo o foco das migrações internas do Brasil, o Samba beneficiou-se dessa fusão que absorveu durante anos características importantes das manifestações culturais trazidas pelos negros e daqueles nascidos em terras brasileiras como resultado das contribuições africanas, indígenas e portuguesas. Por isso a Saúde é reconhecida como berço da cultura popular carioca.

Dos moradores do lugar destacam-se Machado de Assis, um dos maiores escritores brasileiros, nascido no morro do Livramento e João da Baiana, compositor e percussionista carioca, introdutor do pandeiro no samba. Nas décadas de 20 e 30, os ranchos de carnaval atingiram o auge.

Ali se reuniam Donga, João da Baiana, Pixinguinha e Heitor dos Prazeres - precisa dizer mais? Fica a 100 metros do Largo de S. Francisco da Prainha, onde tocamos, virando ali na esquina do bar do sr. Adão. Na base, há um botequim, no Largo de João da Baiana. É uma pedra, com degraus escavados, por onde se pode subir para o Morro da Conceição, que é um passeio imperdível para qualquer carioca que se preze.

Deixaram de ser a manifestação popular da Pedra do Sal e passaram a fazer sucesso nas camadas mais altas da sociedade. Foram em bairros como Saúde, Gamboa e Santo Cristo, que também se originou e se definiu o botequim. O gênero surgiu a partir das antigas "boticas", pequenos armazéns de secos e molhados em que se encontrava de tudo.

Os cariocas costumavam passar pelas "botiquinhas" para completar as compras que faziam nas feiras, e aproveitavam para degustar alguns quitutes, acompanhados de um vinho. Sem ser restaurantes, essas casas, uma mistura de armazém e bar, criaram um estilo que sobrevive em todo o país, com alguns exemplares autênticos remanescentes dos velhos tempos.

É o caso do bar do Seu Domingos, de 1922, no Santo Cristo; do bar do seu Odilo, de 1910, na Saúde; ou, ainda, do próprio e tradicional Recanto da Pedra do Sal.

Embora situados a muito poucos minutos do burburinho da Praça Mauá e da Avenida Rio Branco, um dos maiores eixos de circulação do centro da cidade do Rio de Janeiro, os bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo refletem, pela vida de sua população, uma significativa distância comportamental do restante da cidade, revelada em hábitos, padrões de comportamento e formas de uso do espaço público não mais encontrados no restante da cidade.

A imagem de calma e tranquilidade é transmitida pela permanência das festas coletivas, das cadeiras nas calçadas e das conversas nos fins de tarde.

Fontes: Sites - Circuitos do Rio, Centro da Cidade, wikipedia.org



Foto: Placa na Pedra do Sal - Internet

Vivenciando a noticia: Minha Infância na Pedra do Sal

Este local é muito especial na minha vida. Lembro-me que morava na Rua Sacadura Cabral que fica na esquina(a Rua sede da Cedae), estudava no colégio Municipal Vicente Lícinio Cardoso na Avenida Venezuela (em frente a antiga sede da LBV), adorava brincar neste local de escorregar em pé neste espaço entre das duas escadas e sentado com papelão. Engraçado como na imaginação de uma criança algo tão simples possa se torna tão emocionante não?

Fugia dos bate bolas (Clovis), jogava peteca, Peão, bola de gude e empinava pipa neste mesmo espaço. Quantas vezes eu não fugia de casa para brincar ali escondido...rsss O meu primeiro cão (O Santana) encontrei ali. Cachorro malandro que já tinha moradia, mas que não via mal algum em ter dois donos, duas casas, dois lugares para brincar e comer bem.

No inicio da adolescência alguns amassos em algumas meninas no canto direito logo na metade da escadaria no final da tarde ou inicio da noite...rssss Assistia a Roda de Samba ao menos uma vez ao Mês colado ao bar(de esquina a direita da foto), alguns artistas apareciam ali para gravar cenas de uma novela, comercias sempre foi natural devido a preservação das faixadas dos casarões históricos.

Quando eu queria ficar quieto na minha me deitava na pedra e admirava o céu, tentava desvendar os desenhos das nuvens, também conversava ou namorar enquanto admirava as estrelas. Posso dizer com certeza que aproveitei e bem a minha infância e o inicio da adolescência neste local tão histórico para o Rio.

Rogério Moraes


* Texto publicado originalmente em 27/03/2007 no extinto Rio que Amo 2 assim como os 7 primeiros comentários encontrado neste Haloscan